02 julho 2009

Era o verbo


Deitado no teu colo suave, estava eu. Suavemente sentia o teu respirar sem interferir com o teu e o meu bem estar, disse vezes sem conta o quanto te amo, mas muitas mais não disse o quanto te amo, perdi no sabor do tempo a ilusão de te amar louca e eternamente, perdi…perdi…Mas com todos os contratempos aprendi a ser egoísta para mim, um egoísmo que considero saudável, não se trata de dar ou receber mas sim de estar, desta forma conjugo o verbo da seguinte forma, eu estou; tu estou; ele estou; nós estou; vós estou; eles estou. Estarei assim tão perdido em mim!? Respondendo na primeira pessoa – Claro que não estou!
Mas se não estou perdido em mim como posso estar em mim!? E então desta forma mudo a conjugação do verbo, eu estou em mim; tu estás em mim; nós estamos em mim; vós estais em mim; eles estão em mim. Quem quiser que acredite na minha saúde mental pois estou sano como a agua que sempre corre e volta ao mesmo leito a cada ciclo, claro que cada ciclo envolve insanidade e consequente sanidade, impureza e pureza, o bom e o menos bom, a noite e o dia, enfim, ciclos eternos sem fim nem começo mas renovações.
CS

03 junho 2009

Para a Mamã


Certo dia disse a mamã “De sábio e de louco todos temos um pouco”, querida mamã, eu sou mesmo o louco, o sábio bate à porta a todos os instantes, mas, para entrar terei que perder alguma da minha natureza infantil, não quero perder o que de bom tenho, tenho medo de ser sábio varrido, prefiro ser doido feliz e que se lixe a sabedoria…felizes são aqueles que sendo loucos não têm noção da sua sabedoria.

CS

Um abraço universal para a mamã, com carinho ihihih

28 maio 2009

O altar

O altar

Sentado no meu altar senti que tinha tudo, que era rei, era fantástico o altar, daqueles em que dá gosto estar, apreciar cada momento como único, pois, é bem verdade que em vinte e quatro horas nos sentamos muito, mas nada se compara a este altar, cada momento de observação para tudo o que me rodeava, apreciar o momento como único fazia com que me sentisse em pleno com tudo o que consigo alcançar, ou não! É mesmo fantástico o altar, mas faltava algo, dei por mim e estava a sonhar acordado, afinal não havia altar não havia nada, não existia nada daquilo que eu imaginara neste altar, tudo estava errado e fora do contexto, até eu estava no altar errado, afinal faltava tudo e o mais essencial deste altar também faltava, papel higiénico. Afinal eu estava a cagar…


12 abril 2009

Lindo

Lindo! Lindo só tu e eu nas brincadeiras infantis, partilhar infantilidades, fazer asneiras que sempre fizemos mas que a idade nos fez esquecer…bem, nem sempre é assim mas mal corre a vida se não brincamos ou deixamos perder em nós esse sentir tão puro e ingénuo do disparate, da ilusão Viva o disparate inocente…que se lixe a postura…um bebé tem postura? Um animal tem postura? Uma planta tem postura? Viva o sentimento de pura infantilidade.

No outro dia acordei tão bem


No outro dia estava tão bem, acordei silencioso e com vontade de acordar, tanto dormi que cansei, quero estar sempre desperto para o dia, para viver mais e mais…em cada dia sinto alegria, tristeza, compaixão de mim e para mim, de ti e para ti, do Todo e para o Todo que somos, tenho dias que o Todo faz parte do mesmo Todo, do Todo em que desejo e quero acreditar, um ser uno em alegria e sempre desperto para os valores mais valiosos com que desejamos viver, todos desejam de alguma forma serem especiais, hoje e sempre. O desejo de acordar em cada dia para a luz é imenso, acordar de um sono profundo, com sonhos e sem pesadelos e sentir que dormir não é necessário à mente nem à alma. Apenas viver acordado e sonhar que se dorme, por isso acordei tão bem…

31 março 2009

TU

TU, um dia entramos na vida um do outro a pedido, sim a pedido, eu pedi e tu vieste, eu pedi e tu cedeste, eu dei-te um sorriso e tu um abraço, eu dei-te um olhar e tu um sorriso e assim temos trocado carinho, amizade, doidices e devaneios. Tu pediste e eu fui ter contigo, ao fim dos dias, ao fim do mundo, ao fim da rua, ao fim da tarde para ver o pôr-do-sol, estava tão lindo nesse dia…acho que foi pela nossa presença que o sol se pôs tão lindo. Os teus olhos rasgados olharam os meus verdes com marotiçe e eu pedi mais…e tu disseste – o sol amanha dá-te mais, mais calor e mais um pôr-do-sol.

CS

Amor Índia

Amor Índia

Olá minha amor, ainda não te vi uma única vez a sorrir, ainda não te amei para te chamar de amor, nem um olhar teu cruzou o meu. Sei que estás à minha espera, como se fosse um príncipe encantado montado num lindo cavalo branco, posso aparecer a pé? Nem cavalo nem tostão, nem roupa nem roupão, afinal se for nu serei bem vindo? Como não me respondes e não sei sinais de fumo estou indeciso se apago o fogo ou se deixo arder até passar um índio, sim, esses sim, sabem ler os sinais no fumo, na passagem desse índio vou-lhe pedir para escrever amor, quem sabe se não és uma bela Índia, morena e com pinturas de guerra na face, se for guerra que seja de amor, nessa altura entramos na guerra do amor, e em cada guerra fazemos amor, amor louco desenfreado sem tréguas à vista, sem fim, sem moral. Simplesmente amor. Aparece Índia.


CS

25 março 2009

Ontem perdi-me

Ontem perdi-me…hoje estou perdido…quanto mais espero por me encontrar menos me encontro, em ti…em mim…sei lá em que mais encontro o que quer que seja, aliás, nem sei o que busco, não sei neste instante porque amanha sei que não busco nada. O amanha existe porque o futuro está lá, bem sereno. Em cada dia que passa do passado à espera do presente que já foi futuro faz com que existam estes tempos, será que o tempo existe mesmo?! Sei lá se sim ou se não! Tanto faz que seja passado, presente ou futuro. O passado passou, dizem que o que passou foi algo que se fez em outros tempos, ou seja, passado. Do presente temos este instante, tenho estes pensamentos no presente passado, pois quando escrevo estas linhas elas vão passando a passado, ou será passado presente?! Do futuro tenho a memória de pensar em futuro, presente e passado…mesmo assim estou perdido, fogo! Esta perdição dá cabo de qualquer um que se ache encontrado ou achado. Afinal estarei perdido do passado, presente e futuro?

CS

10 janeiro 2009

Sei lá...

Sei lá…

Oportunidades do bem estar contigo são sentidas sempre, cada instante te desejo e te sinto em mim, a nossa harmonia é sentida bem dentro, dentro de mim no meu mais recôndito esconderijo, na minha alma, no meu sentir onde pressinto que te sinto. Lá bem fundo do meu eu sinto e ressinto de novo que te aproximas mas mesmo sentido tenho medo da ilusão do amar, de nos termos, tenho medo de não de te receber, é um misto de ideias e sentimentos, aos poucos lá vou sentimentado comigo, não digo nada a ninguém a não ser a mim mesmo, olho e observo o que sinto e não encontro uma explicação plausível para estes momentos de imensa amargura, sinto-me triste, confuso, iludido sem sequer estar iludido. Enfim…sei lá

CS