TU, um dia entramos na vida um do outro a pedido, sim a pedido, eu pedi e tu vieste, eu pedi e tu cedeste, eu dei-te um sorriso e tu um abraço, eu dei-te um olhar e tu um sorriso e assim temos trocado carinho, amizade, doidices e devaneios. Tu pediste e eu fui ter contigo, ao fim dos dias, ao fim do mundo, ao fim da rua, ao fim da tarde para ver o pôr-do-sol, estava tão lindo nesse dia…acho que foi pela nossa presença que o sol se pôs tão lindo. Os teus olhos rasgados olharam os meus verdes com marotiçe e eu pedi mais…e tu disseste – o sol amanha dá-te mais, mais calor e mais um pôr-do-sol.
CS
31 março 2009
Amor Índia
Amor Índia
Olá minha amor, ainda não te vi uma única vez a sorrir, ainda não te amei para te chamar de amor, nem um olhar teu cruzou o meu. Sei que estás à minha espera, como se fosse um príncipe encantado montado num lindo cavalo branco, posso aparecer a pé? Nem cavalo nem tostão, nem roupa nem roupão, afinal se for nu serei bem vindo? Como não me respondes e não sei sinais de fumo estou indeciso se apago o fogo ou se deixo arder até passar um índio, sim, esses sim, sabem ler os sinais no fumo, na passagem desse índio vou-lhe pedir para escrever amor, quem sabe se não és uma bela Índia, morena e com pinturas de guerra na face, se for guerra que seja de amor, nessa altura entramos na guerra do amor, e em cada guerra fazemos amor, amor louco desenfreado sem tréguas à vista, sem fim, sem moral. Simplesmente amor. Aparece Índia.
CS
Olá minha amor, ainda não te vi uma única vez a sorrir, ainda não te amei para te chamar de amor, nem um olhar teu cruzou o meu. Sei que estás à minha espera, como se fosse um príncipe encantado montado num lindo cavalo branco, posso aparecer a pé? Nem cavalo nem tostão, nem roupa nem roupão, afinal se for nu serei bem vindo? Como não me respondes e não sei sinais de fumo estou indeciso se apago o fogo ou se deixo arder até passar um índio, sim, esses sim, sabem ler os sinais no fumo, na passagem desse índio vou-lhe pedir para escrever amor, quem sabe se não és uma bela Índia, morena e com pinturas de guerra na face, se for guerra que seja de amor, nessa altura entramos na guerra do amor, e em cada guerra fazemos amor, amor louco desenfreado sem tréguas à vista, sem fim, sem moral. Simplesmente amor. Aparece Índia.
CS
25 março 2009
Ontem perdi-me
Ontem perdi-me…hoje estou perdido…quanto mais espero por me encontrar menos me encontro, em ti…em mim…sei lá em que mais encontro o que quer que seja, aliás, nem sei o que busco, não sei neste instante porque amanha sei que não busco nada. O amanha existe porque o futuro está lá, bem sereno. Em cada dia que passa do passado à espera do presente que já foi futuro faz com que existam estes tempos, será que o tempo existe mesmo?! Sei lá se sim ou se não! Tanto faz que seja passado, presente ou futuro. O passado passou, dizem que o que passou foi algo que se fez em outros tempos, ou seja, passado. Do presente temos este instante, tenho estes pensamentos no presente passado, pois quando escrevo estas linhas elas vão passando a passado, ou será passado presente?! Do futuro tenho a memória de pensar em futuro, presente e passado…mesmo assim estou perdido, fogo! Esta perdição dá cabo de qualquer um que se ache encontrado ou achado. Afinal estarei perdido do passado, presente e futuro?
CS
CS
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