24 fevereiro 2010

Nada de tudo

Nasci inspirado por aquilo que sou, nasci sem nada, sem nada vivo, sem nada deixo de existir… sem nada sou tudo o que pode existir, sem nada deixo de ser quem sou, sou um nada sem nada que deseja um tudo de nada…estranho.
Mesmo estranho estes factos com que gosto de ser e de pensar! Mesmo assim sou eu mesmo, por vezes isolado de tal forma que nem me sinto, nem tão pouco sinto o que me rodeia, continuo estranho e estranho vou ser, inspirado de novo e sempre no meu vazio, mas mesmo assim repleto de pensamentos banais, usuais na minha realidade. Desta forma nasci eu e desta forma vivo, inspirado por tudo de nada e por nada de tudo.

Coelho amarelo laranja e a insanidade

Era um coelho amarelo e laranja. Estava eu no mundo da fantasia, e claro está, a fantasiar como muitas vezes me acontece, neste mundo vejo de tudo, cuecas com gravata, cães que miam e gatos que ladram, pessoas que falam e grilos que tocam violino…enfim, cada coisa neste mundo que é mesmo verdade. Então se dizem que existem porcos a andar de bicicleta porque não posso eu ver todas estas coisas irreais mas verdadeiras! Se o Picasso viu gavetas a sair das pernas de uma mulher, também eu vejo isto e muito mais. Eu vi Deus e Ele era imenso, Ele era tudo, era o coelho amarelo laranja e também era eu. Mais doido sou eu que escrevo o que me vem á ideia ou tu que me “escutas” com olhos inquisidores!?
Também eu penso o que quiser de ti, penso maldade, bondade, malícia, generosidade, amizade, loucura e muita insanidade…eu penso o que quiser e faço o que não quero, sem controlo da loucura vou deambulando pelos dias contando cada momento em que vejo o coelho amarelo laranja.
Lá está ele…

Feliz / Infeliz

Agora que me sinto em pleno tu vais, fico na escuridão com os meus medos, até com a brisa nocturna me assusto. Ando na noite perdido e achado dos desencontros que vou levando vida fora e vida dentro, cada desencanto teu se transforma num desencanto meu, afinal estava iludido de que era feliz, seria assim tão infeliz que nem notei a tempo de me mudar para a caverna da felicidade! Bem agachado entrei na caverna, estava mais escuro lá fora sob as estrelas, na caverna da felicidade raiava o sol da lua por entre uma nesga de rocha partida com as lágrimas que brotavam do meu coração sempre que estava sentado e contente no meu mundo hipoteticamente feliz, afinal que raio de felicidade é esta que desconhecia!? Porcaria de habito que temos de ser felizes dentro de vidas infelizes…vou procurar de novo dentro da vida a felicidade, quase que me vejo a passar por este ciclo vicioso de feliz/infeliz/feliz…enfim…no entanto deduzo que a vida seja um ciclo, como tal tenho é que passar as partes más do ciclo o mais rápido possível, dessa forma aproveito com mais saber o que de melhor encontro e vivo.