10 setembro 2010
04 setembro 2010
Duas Vidas
Ordem para unir a experiência de vidas, vidas essas que ao abandono se sentiam brutalmente entediadas mas em união eram uma só vida, com desejo de alcançar o mundo numa braçada. Duas vidas unidas pela força de algo maior que cada uma era, um par de ilusão fazia com que o céu não fosse o limite, o limite seria muito mais do que aquilo que a nossa vista alcança, muito mais para alem desta existência universal, iriam passar do além presente para o além futuro com breves e fugazes lembranças do passado, muito subtis. Nessas vidas tudo era permitido, amar sem saber o significado da palavra, comer sem saber comer, beber sem saber beber, sonhar sem saber dormir, sorrir sem saber chorar, criar sem saber o quê, viver sem saber morrer, experimentar sem saber porquê. Duas vidas para amar e duas vidas para viver, cada uma com uma força maior que outra, cada uma será o par da outra sem que uma seja a primeira e outra a segunda, sem ordem definida.
Um olhar meu fisga o teu
Um olhar teu fisga o meu, iludido que o meu encontre o teu, não sei se o contrário acontecerá, mas não te preocupes com isso, age como se fosse verdade e talvez dessa forma aconteça mesmo, quem sabe até se já não aconteceu e estava distraído, tantas distracções me assolam, e nem preciso de te dizer pois sabes muito bem que sou distraído. No meio de tantas distracções já me deste um olá, sem qualquer retribuição da minha parte, mesmo assim me fisgas. Tenta, tenta… Quem não tenta nada consegue, quem tenta, alcançará ou não, mais uma vez fisgas o meu olhar, mais uma outra me olhas, e ainda assim não me senti. Desculpa por não te ver, um dia verei que estava cego na minha distracção, um dia vou ver, e nunca será tarde pois será esse o meu tempo, será nesse momento que um olhar meu fisga o teu.
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