04 setembro 2010

Duas Vidas

Ordem para unir a experiência de vidas, vidas essas que ao abandono se sentiam brutalmente entediadas mas em união eram uma só vida, com desejo de alcançar o mundo numa braçada. Duas vidas unidas pela força de algo maior que cada uma era, um par de ilusão fazia com que o céu não fosse o limite, o limite seria muito mais do que aquilo que a nossa vista alcança, muito mais para alem desta existência universal, iriam passar do além presente para o além futuro com breves e fugazes lembranças do passado, muito subtis. Nessas vidas tudo era permitido, amar sem saber o significado da palavra, comer sem saber comer, beber sem saber beber, sonhar sem saber dormir, sorrir sem saber chorar, criar sem saber o quê, viver sem saber morrer, experimentar sem saber porquê. Duas vidas para amar e duas vidas para viver, cada uma com uma força maior que outra, cada uma será o par da outra sem que uma seja a primeira e outra a segunda, sem ordem definida.

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